Embora os novos programas tivessem estado em discussão pública, eles passaram despercebidos à maioria dos docentes e mesmo no presente momento, não poucos haverá que desconhecem a sua implementação para breve.
Estes novos programas surgem da necessidade da actualização dos programas em vigor, que datam de há já cerca de duas décadas.
O fraco desempenho que os alunos portugueses manifestaram em vários estudos realizados, quer a nível nacional, quer internacional, denota algumas deficiências no que diz respeito à aprendizagem da Língua Materna, do que resulta a necessidade premente de substituir esses programas por outros “susceptíveis de incorporarem não apenas resultados de análise sobre práticas pedagógicas, mas também os avanços metodológicos que a didáctica da língua tem conhecido, bem como a reflexão entretanto produzida em matéria de organização curricular” (Reis C., Programas de Português do Ensino Básico, 2009:3)
Na abordagem ao “corpus textual” faz-se referência à representatividade e qualidade dos textos (escritos e orais) a apresentar aos alunos, dando grande relevância à integridade do texto, à sua diversidade e deverem ser adaptados aos diferentes níveis de competência leitora.
O manual parece, assim, vir deixar de ter o lugar de destaque que assumia no processo ensino/aprendizagem nas nossas escolas, mesmo no ensino do português, passando a ser mais um recurso ao dispor do professor.
Será que eles davam a importância devida ao desenvolvimento de competências nos alunos, principalmente no que se refere à compreensão na leitura e expressão escrita?
Reflicta sobre esta questão e deixe a sua opinião.
domingo, 22 de novembro de 2009
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